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o “homossexualismo” de “famílias desajustadas”

O Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil e atual Ministra da Educação, Milton Ribeiro, em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, nesta quinta-feira (24), declarou que: “O adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo [termo abolido pelo Associação Americana de Psiquiatria desde 1973] vêm, algumas vezes, de famílias desajustadas”. Ora, ele esqueceu de lembrar que a maioria das “famílias desajustadas” estão dentro das Igrejas evangélicas/protestantes à procura de um ópio sustentando pelos próprios líderes.

Cuties, DÁ SÉRIE: “TOMEI CORAGEM PARA ASSISTIR”

Eu tomei coragem e assisti o tão polêmico Cuties (Netflix), filme acusado de sexualizar meninas de apenas onze anos de idade. Vale lembrar que foi a ministra Damares Alves (ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos) quem pediu a suspensão do filme no Brasil.

O inicio já é bastante obscuro, pois a censura é de dezesseis anos. Ora! Como pode um filme ser protagonizado por crianças de onze anos e ter uma censura de dezesseis anos? Estranho. O filme franco-senegalês redeu o premio Sundance de 2020 de melhor direção para a novata Maïmouna Doucouré. O longa conta estória de uma menina de onze anos que sofre opressão religiosa, porém encontra liberdade na dança. De fato, as atrizes mirins são talentosíssimas e ganhariam destaque, se não fosse a erotização latente.

O roteiro também reflete uma infância roubada pelo calor midiático, o que não é mentira. Talvez isso responderia a ideia de mostrar crianças com tal comportamento, mas não justifica. Realmente, o filme expõe crianças de forma vergonhosa.

Enfim, é um filme que destaca crianças imitando comportamentos adultos. Se não fosse a polemica gerada em torno, seria somente mais uma obra a ser batida no catalogo Netflix. A meu ver, trata-se de um filme mediano. Em outras palavras, medíocre.

A FALTA DE NEGROS NA JOVEM PAN

O programa Morning Show exibido pela rede de rádio paulista Jovem Pan, nesta segunda (21/09), promoveu um debate sobre a ação promovida pela empresa Magazine Luiza, que visa contemplar jovens trainees negros. O Programa, protagonizado por uma bancada especialmente branca, deixou claro o desinteresse da emissora por assuntos relacionados a desigualdade racial e social.

Só para constar, 32% dos moradores de São Paulo se identificam como pretos ou pardos. Logo, é realmente estranho uma emissora que se diz tão brasileira não ter se quer um colaborador negro numa função de destaque.

Talvez este seja o momento para o Grupo refletir sobre o assunto. Ou, quem sabe, aprender com a própria Magazine Luiza. Aliás, tenho enviado vários tweets sem sucesso cuja pergunta é justamente sobre a falta de negros na emissora. Então, Jovem Pan “a maior e melhor rede de rádios do Brasil”, que tal responder sobre a falta de apresentadores/colaboradores negros na casa?

Silly Boy (Estúdio) | Musa Produções

Música Silly Boy com participação especial de Ruan Marky.

Gravação Studio GTR Music.

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Produção e direção musical: Rodrigo Oliveira & Fabio Santa Cruz
Direção de arte: Fagner Carvalho/Fgn Designer

Cinismo | Diógenes | O Cínico

“Não sou nem ateniense nem grego, mas sim um cidadão do mundo”. “Tem mais quem se satisfaz com o mínimo”. — Diógenes de Sinope

Fontes de Estudo:
Sage Philosophy Henry Odera Oruka/Diogenes de Sinope (O Cínico) W. K. C. Guthrie, A History of Greek Philosophy, IV, 11 As grandes ideias de todos os tempos “Filosofia 1.Kim, Douglas – DK Londres/Globo. São Paulo. SPINELLI, Miguel. Questões Fundamentais da Filosofia Grega. São Paulo. Loyola, 2006.

A MUSA quer conhecer o seu trabalho!

Atenção! Você que é cantor, musico ou compositor, A MUSA quer conhecer o seu trabalho. Para participar da seleção MUSA basta enviar o link do canal no youtube para o e-mail: contato@musaproducoes.com.br ou preencha o formulário de contato em nosso site www.musaproducoes.com.br. Não aceitaremos anexos. Os e-mails com anexos serão descartados. Venha fazer parte da MUSA PRODUÇÕES.

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Produção e direção musical: Rodrigo Oliveira & Fabio Santa Cruz Direção de arte: Fagner Carvalho/Fgn Designer

O Abuso da Beleza – DANTO, ARTHUR C.

Não creio que seja um livro para iniciantes em filosofia da arte. O que me fez ler este livro foi a erudição em que Danto (autor) resume assuntos basilares sobre estética, crítica de arte e filosofia, embora eu não concorde com tudo o que ele diz. Danto apresenta a evolução do conceito da arte durante o último século e questiona seus limites.

Este livro me inspirou publicar o vídeo “Dadaísmo de Marcel Duchamp” que rendeu mais de 20.000 visualizações no youtube. São poucas, eu sei, mas, nada mal para um assunto (a meu ver) pouco popular.

Confira o vídeo: https://youtu.be/C1L79kmXq7w
Caso esteja no instagram, o link está na biografia.

Amar, verbo intransitivo – Mário de Andrade.

Logo de cara, chamou-me à atenção o título, já que não existe “Amar, verbo intransitivo”, pois quem ama, ama alguém.

O livro conta a estória de uma governanta contratada para cuidar de três crianças (duas meninas e um menino), porém ela vai exercer outra função: ensinar amor e sexo para o menino.

Trata-se de um livro polêmico. Na época era costume o pai contratar prostitutas para ter com os filhos homens.

Mario de Andrade usa o termo “idílio” que no sentido comum quer dizer “amor simples e puro” (tipo de amor platônico). Enfim, o livro aguça certa curiosidade, além de exibir a bela linguagem textual do autor.

A ética protestante e o espírito do capitalismo – Max Weber

O comportamento protestante (1864) levou a Max Weber produzir uma das obras mais questionadas do academicismo. Weber tentou encontrar uma explicação sociológica para o crescimento econômico voraz dos protestantes.

O espírito do capitalismo emergiu com os puritanos, pessoas simples que viam no trabalho um tipo de consagração divina. Enquanto os católicos e luteranos (não em sua maioria) faziam votos de pobreza e se distanciavam do trabalho braçal, estes se debruçavam por questões humanistas. Weber fez comparações contundentes entre os ensinamentos vocacionais protestantes e a educação católica medieval.

A revolução industrial, o iluminismo e alguns vestígios da reforma ajudaram a florescer tal comportamento tântrico. A prosperidade estava em qualquer trabalho licito, pois o ócio era o pecado.

Nesta obra, para compor suas ideias, Weber cita Benjamin Franklin (grande símbolo do capitalismo e do protestantismo) que costumava parafrasear Henry Ford com o jargão: “time is money”. Weber, subjetivamente, cita a filosofia de Franklin para justificar o total tempo de trabalho voltado ao divino. O que é refutável. Atualmente alguns calvinistas afirmam que Franklin era apenas um deísta e nada tinha a ver com o protestantismo puritano.

Weber transformou a doutrina da predestinação num fato social latente e qualitativo. Já que na época, para ser tido como um eleito era preciso trabalhar exaustivamente, o que transformava a prosperidade num símbolo de eleição; em outras palavras, algo que comprovava a salvação em Cristo.

Algumas idéias de Weber são questionáveis. Mas, convenhamos, num aspecto sociológico Weber tinha razão. Foi este tal “capitalismo tântrico” que fez com que muitos países ditos protestantes crescessem economicamente.

MÚSICA É MATEMÁTICA – O UNIVERSO EM PITÁGORAS

Vários estudos na matemática grega eram feitos para descobrir os enigmas do universo. Eram gastas energias acadêmicas intermináveis em busca de alguma prova. Mas foram de Pitágoras os primeiros argumentos a cogitar as leis universais com ajuda da música e da matemática.

Pitágoras descobriu a relação entre as notas musicais em certos intervalos matemáticos que podiam ser medidos num curto espaço de tempo. O mesmo declarou que as leis por traz desses cálculos seriam as mesmas que governavam os movimentos das estrelas e dos planetas.

Estudiosos medievais se agarraram nesta ideia e tentaram produzir um grupo de regras que resultou numa filosofia abrangente até os dias de hoje.

Os estudos pitagóricos sobre a música existem desde 1260. Os objetos científicos eram focados na física e na matemática.

As regras de Pitágoras inspiraram estudiosos a medir precisamente frações das notas musicais dentro de uma oitava. Eles descobriram que dois intervalos (a quarta e a quinta) produziam uma ressonância satisfatória, a mesma harmonia que a matemática de Pitágoras havia previsto.

Neste método, era usado o monocórdio (um dos primeiros instrumentos musicais). Os pitagóricos foram os únicos a fundamentar cientificamente a música começando a desenvolvê-la, o que tornou-os mais preocupados no assunto.

Há quem diga que ao passar frente uma oficina, Pitágoras percebeu que as batidas dos martelos produziam sons agradáveis aos ouvidos e se combinavam. Para pesquisar estes sons, Pitágoras teria esticado uma corda musical que produzia um determinado som que tornou como fundamental o tom. Pitágoras fez marcas na corda que a dividiam em doze secções iguais, este instrumento mais tarde seria chamado de monocórdio, o qual se assemelha a um violão, mas tem apenas uma corda.

Me perdoem, Infelizmente escrivi este texto há dez anos atrás e perdi a bibliográfia. Mas, por tudo que eu aprendi, são informações interessantes. Resolvi compartilhar.