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AFINAL, JULIETTE É OU NÃO É UMA ARTISTA?

O debate sobre a arte tomou conta da internet nos últimos dias após a atriz Samantha Schmütz questionar uma fala da Ex-BBB Juliette Freire. A paraibana afirmou que a classe artística precisa se posicionar em tudo que diz respeito a sociedade, Schmütz reagiu com sarcasmo duvidando da palavra “ARTISTA” citada pela cantora. Em meio a polêmica, algumas pessoas colocaram-se a favor e outras contra a atriz. A questão é, Juliette pode ou não ser considerada uma artista?

As definições sobre a arte são tão ambíguas quanto os seus resquícios. Vale lembrar que as academias não produzem artistas e sim especialistas em arte, bem como as faculdades não produzem filósofos e sim especialistas em filosofia, mas este é um outro assunto (risos).

É quase impossível definir um artista sem antes definir “o que é arte?”. No épico debate sobre a mimética grega (século IV a.C.) seja na República, na Poética ou no simbólico debate entre Sócrates e Hipias Maior, eram discutidas as questões da beleza e não da arte como concebemos hoje. No entanto, há quem diga que estes foram os primeiros sinais sobre os conceitos da Arte. Segundo o Dr. Fernando Santoro, especialista em história da filosofia grega, na Grécia antiga a téchne (arte) era uma atividade humana fundada no “saber fazer”. Aquele que detinha um saber que o orienta em sua produção. Ou seja, o indivíduo que possui certa expertise singular e que consegue arrancar a catarse na contemplação do outro, pode ser chamado de artista.

Vale lembrar que grande parte do conceito atual sobre a Arte está atrelado ao “JUIZO de GOSTO”. Conceito construído pelo filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804) na obra “A CRÍTICA da RAZÃO PURA”. Para Kant, a arte está no juízo do gosto universal e não depende de quem faz, mas de quem sente, comtempla, aceita, julga. É o contemplador(a) que julga sua existência. Neste caso, se a Juliette tem em seu público o respeito e uma admiração descompromissada, são estas pessoas que julgarão se ela é uma artista ou não.

A arte é tão complexa que o filósofo Hegel (1770 – 1831) tentou aniquilá-la. As cópias são dissonantes e exacerbadas, pois todo o artista é um copiador. Logo, as discussões sobre a arte e o que os artistas fazem serão sempre complexas e estarão para o juízo de todos. O que é arte para uns não é arte para outros. Não obstante, em meio a decadência que consiste as definições sobre a arte, por que não dizer que Juliette é uma artista? Talvez ela seja o tanto quanto os que se dizem, e não são.

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DIÁLOGO ENTRE RILEY FLYNN E ERIN GREENE SOBRE A MORTE. MINISSÉRIE MISSA DA MEIA-NOITE. EPISODIO: 4 LAMENTAÇÕES.

Erin: Sobre o Céu, você não acredita em nada disso, né?

Riley: Não, mas eu entendo.

Riley: É atração, conforto. Tudo acontece por um motivo, tem bondade em todas as coisas, tem um plano, sei lá. Acho que eu vivi momentos que conseguiram apagar a existência de um Deus que ama dentro de mim.

Erin: E o que você acha? É tudo desilusão? Acha que sou ingênua por acreditar?

Riley: Não, eu não acho. Porém, todo mundo quer um motivo para tudo. Querem justiça. Procuramos por um conforto além da morte.

Erin: Sim, mas é daí que parte a religião. É está a questão. Então me responda, o que acontece quando morremos?

Riley: O que acontece? Eu não sei, e não confio em ninguém que diz que sabe. Mas posso falar por mim.

Erin: Então, fale por você, o que acontece quando morremos?

Riley: Quando eu morrer, obviamente, o meu corpo vai parar de funcionar.

O meu corpo se deliga, trata-se de uma morte clínica. Um pouco depois as células do cérebro começam a morrer. Enquanto isso, o meu cérebro libera uma porção de DNT, certo tipo de droga psicodélica produzida quando sonhamos. Então, vem o sonho, o maior de todos, um sonho que eu nunca tive antes, pois está é a última carga de DNT dentro de mim. Os meus neurônios disparam e eu vejo tudo como se fosse um lapso de memoria. Eu piro (risos), pois a minha mente está viajando pelas memorias de longo e curto prazo.

Os sonhos se misturam com as memorias enquanto uma cortina vai se fechando. Este é o sonho que fecha todos os outros sonhos. O último grande sonho, onde minha mente libera todos os misseis e tudo se acaba. A atividade cerebral para e não existe mais nada. Não existe dor e nem memória. Não existe nenhum sinal de mim, nenhum sinal de que já machuquei alguém. Tudo é como era antes.

A eletricidade dispersa do meu cérebro o que resulta em tecidos mortos, carne e esquecimento. Todas aquelas coisas que me formavam, micróbios, bactérias e bilhões de outras coisas que vivem nos meus cílios, nos meus cabelos, na minha boca, na minha pele, no meu estomago, no meu intestino e tudo mais, seguem vivendo e comendo. Assim, eu sirvo o meu propósito, alimentar a vida.

Enfim, agora estou separado e as minúsculas partes de mim foram recicladas. Eu estou em bilhões de outros lugares. Meus átomos estão em plantas, insetos e animais. Eu serei como as estrelas que estão no céu, que num momento estão lá, e no seguinte estão espalhadas pelo cosmos.

Riley: Sua vez. O que aconteceu quando você morre?

Erin: Falando de mim mesma?

Riley: Sim.

Erin: Não, falando de mim mesma não. Não foi eu que morri hoje.

Neste momento, Erin traz uma metáfora de como seria a vida da filha que acabou de perder.

Erin: Ela nunca acordou. Quando veio para este corpo, este corpo em formação, ela estava dormindo. Ela só conhecia os sonhos. Ela apenas sonhou e se quer teve um nome. Nesse sono, esse espírito perfeito, só se foi porque Deus não enviou para sofrer uma vida na terra. Deus só a colocou aqui para dormir. Só uma soneca. Um sonho rápido. Depois Ele a chamou de volta; ou melhor, Ele a quis de volta.

Então ela voltou. Do mesmo jeito que desceu ela se elevou por cima da terra. Passou pelas almas na atmosfera, pelas estrelas no céu e entrou numa luz brilhante. Pela primeira vez ela começou a acordar envolvida num sentimento de amor verdadeiro. É incrível! Claro que sim. Ela era pura, pois nunca pecou. Ela nunca machucou uma criatura, nem mesmo uma formiga. Mas ela não está sozinha, está em casa. Embora ela não saiba, a família dela está lá. O avô, o bisavô, eles a amam e a batizam. Quando Deus diz o nome dela, ela cresce num piscar de olhos. Ela é perfeita. O seu corpo é o reflexo do melhor dia da terra. Uma idade perfeita no auge dela.

Vão contar para ela sobre a mãe na terra e como eu vou subir em breve. Ela está feliz! Pura alegria por toda a eternidade. Ela é amada e não está sozinha. É isso que é o céu para mim. Não são mansões, nem rios e diamantes, nuvens de algodão ou asas de anjos, somos amados e não estamos sozinhos, isso é Deus. Este é o paraíso. Por isso, aguentamos tudo nesta grande e triste rocha azul. Eu vou para lá. Eu vou ver meu pai, minha vó e minha filha feliz e segura. Eu vou estar feliz em conhecê-los.

Riley: Eu espero que você esteja certa.