A ética protestante e o espírito do capitalismo – Max Weber

O comportamento protestante (1864) levou a Max Weber produzir uma das obras mais questionadas do academicismo. Weber tentou encontrar uma explicação sociológica para o crescimento econômico voraz dos protestantes.

O espírito do capitalismo emergiu com os puritanos, pessoas simples que viam no trabalho um tipo de consagração divina. Enquanto os católicos e luteranos (não em sua maioria) faziam votos de pobreza e se distanciavam do trabalho braçal, estes se debruçavam por questões humanistas. Weber fez comparações contundentes entre os ensinamentos vocacionais protestantes e a educação católica medieval.

A revolução industrial, o iluminismo e alguns vestígios da reforma ajudaram a florescer tal comportamento tântrico. A prosperidade estava em qualquer trabalho licito, pois o ócio era o pecado.

Nesta obra, para compor suas ideias, Weber cita Benjamin Franklin (grande símbolo do capitalismo e do protestantismo) que costumava parafrasear Henry Ford com o jargão: “time is money”. Weber, subjetivamente, cita a filosofia de Franklin para justificar o total tempo de trabalho voltado ao divino. O que é refutável. Atualmente alguns calvinistas afirmam que Franklin era apenas um deísta e nada tinha a ver com o protestantismo puritano.

Weber transformou a doutrina da predestinação num fato social latente e qualitativo. Já que na época, para ser tido como um eleito era preciso trabalhar exaustivamente, o que transformava a prosperidade num símbolo de eleição; em outras palavras, algo que comprovava a salvação em Cristo.

Algumas idéias de Weber são questionáveis. Mas, convenhamos, num aspecto sociológico Weber tinha razão. Foi este tal “capitalismo tântrico” que fez com que muitos países ditos protestantes crescessem economicamente.

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